ASSOCIAÇÃO DOS PROCURADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO


 
Confraternização __________________________  


Ao som do DJ ou durante o show de Ivan Lins, a pista de dança refletia a animação que tomou conta dos procuradores durante toda a festa

 

Somos todos iguais nesta noite

"B em, acho que foi um ano ruim, mas poderia ter sido muito pior. Não, não, não. Até que foi um ano muito bom, mas poderia ter sido ainda melh... Ah, vamos falar sobre isso depois da festa que agora não estou bom para fazer balanço. Apenas estou muito feliz por estar aqui."

Frases como essa, ditas por um cavalheiro que nem chegou a se identificar – não por que não quisesse, mas porque se dirigia ansioso para a pista de dança – ilustram bem o clima de alto astral que marcou a confraternização de final de ano dos procuradores, organizada pela Apesp no último 28 de novembro, no salão nobre da Hebraica.

Além das quase setecentas pessoas, também estiveram presentes a felicidade de reencontrar velhos amigos, o alívio de por um momento poder se desligar das centenas de processos que se empilham na normalidade do dia-a-dia, a certeza de que estar na carreira é – apesar dos desafios a superar, cotidianos e futuros – estar no caminho certo.

"Termino o ano seis quilos mais magro, e uns seiscentos quilos mais alegre", disse o presidente da Apesp, José Damião de Lima Trindade, tentando sintetizar o resultado da peregrinação que fez a Brasília nos últimos meses nas árduas operações em defesa dos direitos previdenciários que o governo federal tentou suprimir.

Durante sucessivas semanas, Damião esteve entre as lideranças que marcaram presença em todas as manifestações. Saía de São Paulo nas manhãs de terça e só retornava nas noites de quinta. E fez marcação cerrada no corpo-a-corpo com parlamentares e autoridades.

"O ano termina com misto de alegria e esperança. Terminamos como uma das três únicas carreiras que conquistaram o subteto remuneratório de desembargador. Foi uma vitória árdua, difícil, perigosíssima. Nesta festa, temos, sim, o que comemorar: a vitória da dignidade da nossa carreira", afirmou, não esquecendo de agradecer o companheirismo do "amigo insubstituível" Marcos Nusdeo, diretor da Apesp, e de Antonio Mafezolli, presidente do SindproesP. 

No clima – O discurso foi breve. Afinal, parafraseando o velho reclame estrelado pelo saudoso Adoniran, "nós viemos aqui para beber ou para conversar?". O clima era de sintonia com a alegria.

"Estou muito satisfeita de estar aqui. É a melhor festa da Procuradoria. E estou muito satisfeita com essa gestão, são pessoas muito competentes", disse Luciane Lotfi Néri, da Procuradoria Judicial, que não estava sozinha em sua opinião.



"A festa está melhor que a dos anos anteriores, está brilhante", disse o juiz Odimir Fernandes. Sua esposa, Regina Celi Pedroti, da Procuradoria Fiscal, completou: "Encontrei amigos que não via há tempos, estou em uma mesa que não tem nada a ver com a Fiscal. Essa gestão é nota mil. Quero ressaltar a efetividade da administração na defesa dos interesses da instituição no seu sentido democrático, com enfrentamento, sem medo, com alto nível de preparo e conhecimento da PGE".

Para Sebastião Vilela, da PPI/Contencioso Ambiental, 16 anos de carreira, a "excelente festa coroa um período de atuação muito interessante da Apesp, em sintonia com as expectativas da carreira, em especial durante a reforma da Previdência e na batalha pela nomeação dos novos".

A satisfação dos convidados foi o maior prêmio para as diretoras sociais da Apesp, Tania Lotto e Maria Bernadete Bolsoni Píton, responsáveis pela organização da festa. Elas se dedicaram, desde o início do ano, para o êxito do evento em todos os seus detalhes, dos primeiros passos em busca do local ao último "bis" do show.

"O Damião perguntou se eu gostei do jantar, mas nem consegui comer. Minha preocupação era observar se tudo estava correndo bem", descreveu Tania. Além de contar com recursos da própria Apesp, a festa também teve apoio de diversos patrocinadores, que ajudaram no custeio do evento e a viabilizar o sorteio de vários prêmios – como câmera digital, aparelhos de som, fax e DVD, viagens etc.

"É uma realização ver as pessoas elogiando. Não é a minha atividade, sou procuradora, mas dá muita satisfação", disse Maria Bernadete.

Ao final de um ano difícil, mas em que nenhum desafio ficou sem resposta, carreira celebra com festa a continuidade de sua missão e prova que obstinação e felicidade podem caminhar juntos

Social – André Sarmento, procurador aposentado da seccional de Piracicaba, de 69 anos, dava um show na pista de dança com sua mulher Célia Rosa Sarmento. Moram em São José dos Campos e vivem juntos há 38 anos. Dançavam todos os estilos e só pararam para um rápido depoimento: "A festa está maravilhosa. Mas o DJ está meio devagar, poderia tocar um sambinha", disse Célia, já voltando para a pista e quase levando junto a reportagem.

O aposentado Luiz Gonzaga Biscolla, que trabalhou na PGE durante 25 anos, emocionou-se ao lembrar do que chamou de melhor momento na carreira: atender pessoas necessitadas, sem condições de constituir advogados. "Conquistar pensão para uma mãe é uma grande emoção", disse. E voltou à festa: "É um momento para integrar as pessoas em prol da própria PGE. O papel social da Procuradoria é cada vez maior. E a criação da Defensoria Pública é urgente", lembrou.

Para a também aposentada Maria Aparecida Costa, que hoje dá aula de Direito Constitucional e é assessora de gabinete do Instituto de Pesos e Medidas, a festa e a missão dos procuradores tem pelo menos uma coisa em comum: ambas são imprescindíveis. "Nossa função é a defesa constante da cidadania, do interesse público, construir um mundo melhor. E a função da festa é promover encontros, nos tornar mais felizes e entusiasmados para fazer as nossas coisas."

Ana Moliterno, procuradora atuando no Procon-SP e desde 1990 na carreira, apoiou: "O ano de 2003 causou um certo medo em toda a carreira e vamos brigar cada vez mais, já que as preocupações nunca acabam. A sociedade está mais exigente e as mudanças que ela exige também passam por nós".


Para fechar a noite, Ivan Lins e sua banda começaram a atrair as pessoas para perto do palco aos primeiros acordes. Mesmo gripado, o músico estava inspirado. "Gosto muito do que faço e sinto-me honrado por ser sido convidado por vocês para estar aqui. Vou tentar fazer o máximo", disse Lins. E fez. O público dançou e cantou junto até o fim.

 

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