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Conheça os
postulantes à direção da OAB-SP
Apesp
solicita a todos os candidatos à presidência da entidade
suas propostas para a advocacia pública do Estado
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T oda
vez que se falar em movimentos da sociedade civil organizada, lá
estará a Ordem dos Advogados do Brasil despontando no rol das
entidades mais respeitadas do país, historicamente comprometida com
as causas da democracia e da cidadania. A OAB surgiu, como tal, em
1930, no momento histórico da Revolução de 30, que exigia também
o amadurecimento das instituições.
Seu estatuto é claro e
objetivo logo nas primeiras linhas: I) defender a Constituição, a
ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos
humanos, a justiça social, e pugnar pela boa aplicação das leis,
pela rápida administração da justiça e pelo aperfeiçoamento da
cultura e das instituições jurídicas; II) promover, com
exclusividade, a representação, a defesa, a seleção e a
disciplina dos advogados em toda a República Federativa do Brasil.
Se a Ordem deve responder
por uma série de compromissos para com o país e para com a classe
dos advogados, o momento de escolher os que se dispõem a dirigir a
instituição requer, portanto, que todo advogado dispense atenção
preciosa e busque identificar, dentre as oito chapas inscritas, a
que se mostra mais preparada para dirigir a OAB-SP.
Para contribuir com essa
tarefa, esta edição de O Procurador pediu a todos os
candidatos que enviassem mensagens em que apresentassem,
resumidamente, o que cada um pensa a respeito do tema advocacia
pública. É claro que o espaço é modesto para a apresentação
completa dos nomes que compõem cada uma das chapas (o que pode ser
visto no site www.oabsp.org.br)
e até mesmo para o desenvolvimento que o tema advocacia pública
requer.
O objetivo da Apesp é fazer
com que os seus associados tomem ciência dos candidatos, tenham
acesso de uma maneira objetiva a suas propostas e, a partir daí,
comecem a fundamentar a sua decisão quanto ao voto a dar neste dia
27.
Até o fechamento desta
edição, em 4 de novembro, a redação não havia recebido os
textos dos candidatos Luiz Flávio Borges D’Urso, da Chapa 12, e
Dino Fiore Capo, da Chapa 16.
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Chapa
11 – VITORINO – EM DEFESA DA ADVOCACIA
Como ex-presidente da
Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo por
ocasião da Constituinte Federal, devo ressaltar que o advogado
público é advogado. Como tal deve ser valorizado e ser titular
de direitos e deveres inerentes à profissão.
Tenho dito que todos os
assuntos relacionados ao exercício da advocacia pública são
assuntos de interesse da OAB-SP e assumo não só o compromisso
de manter a Comissão do Advogado Público, mas dinamizá-la.
A Comissão do Advogado
Público foi criada na gestão de Antônio Cláudio Mariz de
Oliveira, mas passou por um período de abandono. Em 1998, foi
reativada, o que muito se deveu à mudança de postura obtida
pela nossa participação e de outros advogados públicos na
chapa vencedora nas eleições daquele ano. |
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Vamos pugnar pela total independência do advogado público e
postular remuneração justa e compatível com as demais
carreiras jurídicas, além de defender, com intransigência,
as prerrogativas de todos os advogados, incluindo a advocacia
pública.
Vitorino Francisco Antunes Neto
é formado em Direito pela PUC/SP e milita na advocacia
privada e na advocacia pública, como Procurador do Estado
desde 1980. No triênio 98/2000, foi presidente da Comissão
Permanente de Estágio e Exame de Ordem. Nesta gestão, foi
tesoureiro. Criou o Plano de Recuperação Contributiva,
reduziu a inadimplência em 30% e manteve os valores da
anuidade desde 2002.
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Chapa
13 – OPOSIÇÃO UNIDA COM ROBERTO FERREIRA
Entendo que a unificação da advocacia pública no Estado se
impõe e milita em prol de tal conclusão a necessidade de
uniformidade de atuação e interpretação na administrção
em geral, direta e indireta. Mas é preciso acrescentar que a
forma de admissão dos servidores que integrarão a advocacia
pública deverá ser através de concurso público, realizado
pela Procuradoria Geral do Estado.
O
ideal seria, também, que a eleição do procurador-geral se
processasse por livre escolha dentre os membros da carreira
ou, ao menos, através de lista tríplice. |
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Conforme já temos afirmado, assumimos o compromisso de,
não só manter a comissão do advogado público, como
reativá-la, impulsioná-la, eis que, na atual gestão, não
teve o destaque que merece e teremos em nossa chapa e na
composição, também, de outras comissões, procuradores do
Estado, da República, do município, autárquicos,
advogados públicos.
Roberto
Ferreira é advogado militante na área cível no estado de
São Paulo. Foi presidente e secretário-geral da Caixa de
Assistência aos Advogados de SP. Na OAB-SP, presidiu e foi
secretário-geral da Subsecção de Pinheiros; presidiu a
Comissão Permanente de Estágio e Exame de Ordem; e
presidiu a Comissão em Defesa das Prerrogativas dos
Advogados.
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Chapa 14 –
CLITO - A OPOSIÇÃO COM UMBIGOS NO BALCÃO
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Fui
advogado público. Durante quatorze anos, atuei no Banco Central
e exonerei-me quando do Plano Collor. O trabalho, não exclusivo
daquele momento, era fazer o que o rei achava ser o interesse do
Estado. E isso não se pode repetir.
O
momento atual também é grave. A disputa entre Judiciário e
Executivo revelou que o maior cliente do Judiciário é o Poder
Público. Temo que o bode expiatório venha a ser o advogado e
não o administrador, não duvidando que se venha a dizer que os
recursos são interpostos pelos procuradores, por vontade
própria.
É
imprescindível lutar pela independência do advogado em
relação ao administrador. Há que se preocupar com a
sobrecarga de trabalho do advogado público, que o torna um mero
subscritor de peças prontas, sem oportunidade de escolha. A OAB
deve ser parceira do advogado público, assistindo-o em caso de
demissão ou procedimento administrativo.
A advocacia pública deve representar um vetor definitivo para
que as coisas públicas sejam tratadas com seriedade em nosso
país. |
CHAPA 16 – CARLOS ERGAS – OPOSIÇÃO INDEPENDENTE
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A
advocacia pública tem de se tornar transparente. O dinheiro
de custas processuais recebido pela PGE chega perto de R$ 240
milhões por ano e deveria financiar o Convênio da
Assistência Judiciária. Mas os advogados recebem apenas R$ 3
milhões a cada mês, o que não possibilita remuneração
digna. Promoveremos uma auditoria para que se demonstre onde
está sendo usado esse dinheiro. Tanto advogados quanto
procuradores têm direito à justa remuneração.
A
entidade precisa também criar mecanismos de controle em
relação ao serviço de Assistência Judiciária. Apenas quem
realmente precisa do serviço gratuito deve recebê-lo,
evitando burlas que têm sido freqüentes.
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A OAB-SP
também deve promover cursos para especializar advogados e
promotores nas várias áreas.
Deve-se ressaltar, ainda, que é preciso melhorar
especialmente a remuneração dos procuradores nas autarquias.
Defendemos que os procuradores dos vários órgãos sejam
remunerados de forma mais uniforme, mas não equivalentes.
Esse será um ponto importante na nossa administração.
Profissional mal pago perde o estímulo.
Carlos
Ergas advoga há 33 anos. Foi vereador. Diretor da Comgás.
Presidiu a Associação dos Advogados Credores dos Estados e
Municípios. Foi advogado da Unafisco e co-autor do projeto de
lei de regulamentação dos loteamentos clandestinos. Foi
coordenador dos exames das Comissões Permanentes de Estágios
e Exames (OAB-SP).
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CHAPA 17
– VALTER UZZO PRESIDENTE – OAB PARA TODOS
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A
redemocratização do país trouxe a advocacia pública a uma
posição extraordinariamente importante no Estado
Democrático de Direito. A existência e o aperfeiçoamento
desta instituição constituem garantia fundamental para o
progresso da sociedade. Acredito que muito se fez, mas muito
ainda se mostra necessário fazer e algumas reformas são
fundamentais.
É
preciso democratizar os órgãos da instituição
garantindo-lhes autonomia mediante a escolha do
procurador-geral sob a forma de listas tríplices e a
atribuição de autonomia administrativa e orçamentária. O
acesso à Justiça exige a urgente implantação da Defensoria
Pública, complementada pelo convênio entre a OAB-SP e a PGE. |
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Outra medida importante é a unificação dos órgãos
respectivos da administração direta e indireta. No trato com
este segmento da profissão, é importante a Ordem combinar a
atenção às questões corporativas com a intransigência nas
questões institucionais que afetam a cidadania. Para
simbolizar nossos compromissos com o setor, contamos em nossa
chapa com ampla representação deste segmento.
Valter Uzzo advoga há
40 anos, principalmente na área trabalhista. Ajudou a fundar
a Associação dos Advogados Trabalhistas, foi conselheiro da
Associação dos Advogados de São Paulo por 13 anos e
presidente do Sindicato dos Advogados Trabalhistas. Nos
últimos três anos foi secretário-geral da OAB.
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| CHAPA
18 – ROSANA – FAZ ACONTECER |
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A defesa das prerrogativas dos advogados e o clamor por
dignidade para a classe são os campeões do roteiro de
promessas feitas pelos candidatos à presidência da Ordem
dos Advogados do Brasil. A argumentação por uma OAB melhor
é idêntica. Tudo se repete; logo, nada foi modificado.
Entretanto,
não lançarei mão deste espaço editorial para propagar
minhas propostas disponíveis na página www.mar-rosana.adv.br,
mas sim para alertar sobre os fatos lastimáveis que
castigam a advocacia.
No
interior de São Paulo, convivemos com a triste realidade de
advogados que atendem clientes, preenchem guias, preparam
contestações e iniciais no próprio fórum porque não
têm mais condições de manter um escritório, em razão da
proletarização da classe. |
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Ainda vale ressaltar
que na minha gestão pretendo diminuir a anuidade dos
estagiários e dos advogados com até cinco anos de
formados. Isentar os formandos com mais de 60 anos de idade
e reduzir a anuidade dos Diretores das Subsecções.
Sou capaz de
enfrentar quaisquer tipos de obstáculos para defender o que
mais amo: a advocacia. Chega de promessa!
Rosana Chiavassa é formada pela Universidade de São Paulo
desde 1984, Conselheira Federal da OAB-SP e especialista em
Direito do Consumidor. Há dez anos, conseguiu a primeira
liminar que obrigou um plano de saúde a atender um portador
do vírus HIV. |
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