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15 FEV 07

Concurso de promoção 

 

O concurso de promoção do Nível I para o Nível II – sob relatoria da conselheira Regina Célia Pedrotti Vespero Fernandes e revisão do conselheiro Márcio Massei – foi apreciado na sessão de hoje. Os conselheiros aprovaram por unanimidade o resultado do certame, que promoveu 79 colegas. Clique aqui para ter acesso à lista de promoção. José Procópio, presidente do Sindiproesp, congratulou os conselheiros pela rapidez com que foi realizado o concurso.

 

Corregedor geral é nomeado

Após nomeação publicada do D.O.E, de 15/02/2006 (clique aqui), o novo corregedor geral da PGE, Maurício Kaoru Amagasa, participou da sessão do Conselho. O colega foi saudado por todos os conselheiros, pelo procurador geral e pelos representantes de entidades de classe. Os conselheiros eleitos pela chapa PGE Forte – Ana Cristina Leite Arruda, Leila D´Áuria Kato, Leonardo Gonçalves Ruffo, Manoel Francisco Pinho, Marcio Coimbra Massei, Paulo de Tarso Neri, Regina Célia Pedrotti Vespero Fernandes e Thiago Luís Santos Sombra – subscreveram um manifesto destacando o avanço institucional que representou a regulamentação do processo de escolha da lista tríplice e o “esmero com que o atual Governo tratou a questão do Corregedor recém-nomeado”. O manifesto deseja ao novo corregedor geral uma atuação com “independência e consciência”. As conselheiras  Maria Helena Braceiro, Maria Christina Tibiriçá e Elza Masako Eda corroboraram o exposto pelo manifesto. (clique aqui para ler a íntegra).

Maurício Kaoru Amagasa disse que para aceitar a incumbência foi necessário tomar algumas decisões pessoais e profissionais, agradecendo a esposa pelo apoio. Amagasa ressaltou ainda a forma democrática como se deu a escolha da lista tríplice e a sua conseqüente nomeação. O corregedor geral assumiu compromisso com uma atuação mais propositiva, ressaltando que a Corregedoria deve ser um órgão onde os procuradores tenham ajuda para desempenhar melhor as suas funções. Entre os desafios, o corregedor geral destacou o estabelecimento de normas de trabalho e de uma definição dos limites de atuação nas autarquias. Apesar do prazo do mandato não estar estipulado por nenhuma regulamentação, Mauricio Amagasa afirmou que pretende ocupar o cargo por 2 anos.

 

Assunção da Dívida Ativa

 

Paulo Novaes, diretor de Comunicação da APESP, trouxe como proposta a publicação de uma resolução conjunta entre Secretaria da Fazenda e PGE, prevendo que os funcionários da Fazenda – que já atuam no setor da Dívida Ativa – continuem a desempenhar suas atividades nessa área, mesmo após a transferência desse setor para a PGE. Além de também passarem pelo treinamento para operar o novo sistema de gerenciamento da Dívida Ativa. A idéia visa a manutenção dessa força de trabalho no auxílio à PGE – enquanto esta última não ampliar seu quadro próprio de funcionários–, contribuindo para uma transição mais segura e tranqüila. Ivan Duarte, diretor financeiro da APESP, reafirmou a necessidade da utilização de funcionários da Secretaria da Fazenda na cobrança da Dívida Ativa, lembrando que em muitas unidades o procurador tem uma atuação solitária. Com relação à utilização de funcionários da SF, o procurador geral, Marcos Nusdeo, disse que o conselheiro Ary Porto está estudando a melhor maneira de equacionar a demanda.

 

A conselheira Ana Cristina indagou sobre o cronograma de implantação do programa, que previa a inserção de dados e o treinamento dos procuradores ainda no mês de fevereiro. O procurador geral informou que na última reunião com a Prodesp ficou constatado que não será possível cumprir o cronograma inicialmente previsto. Contudo, afirmou que um novo cronograma será divulgado amanhã. Ana Cristina solicitou ainda que se mantivesse tratativas com a Prodesp sobre a viabilidade de tornar a baixa dos processos de anistia fiscal automática.

 

Paridade Remuneratória

 

José Procópio relembrou informação passada pelo ex-procurador geral, Elival da Silva Ramos, de que já estava previsto no orçamento do Estado valor necessário para que fosse concedido um reajuste de 13% nas quotas de VH, que resultaria um passo importante na luta pela paridade remuneratória. Neste sentido, Procópio indagou se o Gabinete está acompanhando a tramitação da peça orçamentária na Assembléia. Nusdeo disse que até o momento não foram enviados representantes da PGE à Assembléia com tal objetivo. Ademais, José Procópio perguntou se os representantes que participarão das discussões, durante as etapas técnicas, têm o conhecimento da contribuição que a PGE presta para a economia e recuperação das receitas do Estado. Nusdeo confirmou que realmente os interlocutores serão outros, fato que implicará em novas explicações sobre a atual sistemática.

 

Diligências para execuções fiscais

 

Ivan de Castro retomou a questão deixada para reflexão na sessão anterior de que as falhas de atuação dos oficiais de Justiça, durante as diligências, devem ser levadas ao conhecimento da Corregedoria Geral de Justiça, pois uma das atribuições precípuas desse órgão, ao lado daquela visando a coibir desvios de conduta, tem a ver com o bom funcionamento da máquina judiciária, seara em que se inserem os meirinhos. Citou, ainda, entrevista de corregedor paulista afirmando que há lugares dominados por marginais onde nem mesmo os oficiais de justiça penetram, o que torna bastante arriscado o acompanhamento de diligências. Marcos Nusdeo afirmou que a resolução obrigando a presença de procuradores nas diligências para execuções fiscais não é um dogma e que será revista. Segundo o PGE, o Gabinete está aberto a propostas e que o tema será decidido no bojo de uma série de outras medidas.

 

Reunião de chefias

 

Marcos Nusdeo comunicou que foi realizada, em 14/02, a primeira reunião de chefias da PGE, reforçando o diálogo e a transparência como metas do Gabinete.

 

Linha 4 do Metrô SP

 

Marcos Nusdeo relatou a participação da PGE em reunião com o Ministério Público para discutir os problemas com a construção da Linha 4 do Metrô e a suspensão temporária das obras. A PGE está auxiliando na elaboração de um Termo de Adequação de Conduta. 

 

Cursos de adaptação

 

Marcos Nusdeo noticiou que o formato dos cursos de adaptação para os colegas da AJ, que optarão pelo Contencioso e Consultoria, já estão definidos.  Segundo o PGE, serão cursos complexos, preocupados efetivamente com a adaptação destes procuradores. O PGE disse que falta apenas definir as datas, que serão divulgadas logo após o carnaval. Ainda sobre cursos oferecidos pelo Centro de Estudos, José Procópio parabenizou pela decisão de incluir os procuradores autárquicos nos cursos oferecidos pelo órgão.

 

Promoção desvinculada

 

O projeto de lei de promoção desvinculada voltou da ATL e foi distribuído ao conselheiro Thiago Sombra, que após análise do conteúdo, submeterá, em conjunto com as propostas do conselheiro Márcio Massei, via rede notes, para manifestação da carreira.

 

Conteúdo restrito do site da PGE

 

Ivan Duarte requisitou novamente o acesso ao conteúdo restrito do site da PGE aos diretores de entidades de classe, ampliando a reivindicação inclusive aos aposentados.

Marcos Nusdeo disse que estudará a possibilidade de acesso aos dirigentes de entidades, mas que o acesso aos aposentados não será possível.

 

José Procópio sondou sobre a possibilidade de ampliar a rede notes para os dirigentes de entidades e para os procuradores autárquicos. O conselheiro Leonardo Gonçalves Ruffo aventou sobre disponibilizar a gravação em áudio das sessões do Conselho nesta área restrita. A conselheira Regina Celi sugeriu também que as sessões fossem filmadas e disponibilizadas em tempo real no site da PGE. O procurador geral verá as disponibilidades técnicas paras as duas sugestões.

 

Transição dos colegas da AJ

 

A conselheira Leila D´Áuria Kato indagou sobra a resolução que definirá o número de procuradores que cada unidade cederá à Assistência Judiciária entre os meses de maio e setembro.  O conselheiro Thiago Sombra perguntou ainda sobre a lista de voluntários para atuação na AJ na segunda etapa da transição. Marcos Nusdeo disse que, após o carnaval, publicará uma resolução, definindo o número de procuradores que cada unidade terá que ceder à AJ até a conclusão da transição, além das regras para a adesão voluntária.

 

Quotas da Verba Honorária

Ivan Duarte levantou a possibilidade de, durante as discussões acerca da nova Lei Orgânica da PGE, ser estabelecida como atribuição do Conselho da PGE estipular a distribuição de quotas da Verba Honorária. 

Programa GPJ

A conselheira Regina Celi indagou quando os conselheiros poderão conhecer o programa de acompanhamento judicial, GPJ, e se o mesmo poderá ser implantado antes de 31/05. O procurador geral anunciou que agendará uma reunião com esse objetivo e que a idéia é implantar o GPJ até o mês de abril.

Assunção das autarquias

O conselheiro Paulo de Tarso Neri solicitou informações sobre o cronograma para a assunção das autarquias. O procurador geral afirmou que, muito possivelmente, um cronograma será definido até 31/05.

Estagiários

 

A conselheira Regina Celi mostrou preocupação em relação ao quadro de estagiários da PGE, que sofrerá um esvaziamento acarretado pela melhor oferta no valor das bolsas pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública. Marcos Nusdeo disse que a questão dos estagiários é complexa, mas que será estudada. No entanto, o procurador geral adiantou que o orçamento para esse ano encontra-se contingenciado.

 

Critérios de merecimento

 

A conselheira Regina Vespero Fernandes anunciou que recebeu o processo que estabelecerá critérios para aferição do merecimento dos procuradores. A conselheira pretende compartilhar a discussão com a carreira.

 

Mandados recebidos pelo GPGE

 

Sobre o relatório mensal dos mandados recebidos pelo GPGE do ano de 2006 e de 2007 (que foi disponibilizado aos conselheiros na sessão anterior), o conselheiro Thiago Sombra argumentou não estarem inseridos a totalidade dos dados e, por esse motivo, não refletem a realidade de trabalho nas unidades da PGE. Marcos Nusdeo confirmou que no levantamento só estão considerados os mandados que chegam ao Gabinete, mas que já incumbiu a colega Roseli Pastore de realizar estudo mais completo, objetivando um panorama mais convincente das demandas. A conselheira Ana Cristina Leite solicitou ainda um levantamento dos relatórios da Corregedoria, que seria fundamental para que se possa mapear as atividades de todas as unidades da PGE.

 

Resolução sobre as Comarcas de difícil provimento

O conselheiro Thiago Luís Sombra indagou sobre a existência de uma resolução definindo quais são as comarcas de difícil provimento e os valores pagos aos procuradores classificados nestas unidades. O PGE comprometeu-se em trazer informações nas próximas sessões.

 

 

Transporte de autos

 

Paulo Novaes exaltou o sucesso que o serviço de transporte de processos judiciais, via malote dos correios, vem obtendo. O procedimento desonera os procuradores de funções que não lhe competem, proporcionando aos mesmos um tempo maior para se dedicar a assuntos mais relevantes em suas bancas.