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Criada
defensoria, sem trem da alegria
Com
sanção de Alckmin, SP ganha órgão para defesa judicial de carentes
Camilla Rigi
O governador Geraldo Alckmin sancionou ontem o projeto que cria a Defensoria
Pública de São Paulo, órgão que assumirá a defesa de cidadãos que não
podem pagar um advogado. Mas vetou o item que permitia a contratação de
advogados que não são concursados.
O "trem da alegria", como era chamado o artigo incluído pelos
deputados no projeto, liberava a entrada sem concurso no quadro de
defensores de orientadores trabalhistas da Secretaria do Trabalho e de
advogados da Fundação de Amparo aos Presos (Funap). Alckmin vetou o item
alegando inconstitucionalidade. "A única forma de ingresso na
defensoria é por concurso público. O que eles poderão ter, porque já têm
experiência na área, é pontuação (extra) no concurso", explicou.
Desde 1947, a prestação de atendimento jurídico à população carente
era realizada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e por meio de convênios
com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "A criação da defensoria
é uma medida democratizante e vai melhorar a defesa das pessoas
carentes", disse o procurador-geral de Justiça do Estado, Rodrigo
Pinho.
A procuradora Mariângela Sarrubbo foi nomeada interinamente para o comando
da defensoria, com a responsabilidade de, em até 120 dias, organizar o
edital do concurso e determinar as normas da eleição do seu sucessor. O
nome do defensor público geral do Estado sairá de uma lista tríplice
apresentada ao governador, como ocorre nas universidades estaduais.
Inicialmente a defensoria terá 400 vagas. "Já é um acréscimo do que
temos, pois hoje somos 351 procuradores. Mas, se notarmos necessidade de
mais gente, podemos encaminhar projeto à Assembléia", disse Mariângela.
Procuradores que já atuam na área têm 60 dias para decidir se migram da
PGE para o novo órgão.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Data: 10/01/2006
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