APESP

 
 

   

 


DECRETO Nº 51.238, DE 31 DE OUTUBRO DE 2006

Estabelece o número de Procuradores dos órgãos de execução das áreas do Contencioso e da Consultoria da Procuradoria Geral do Estado 

CLÁUDIO LEMBO, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Decreta: 

Artigo 1º - O número de Procuradores destinado aos órgãos de execução do Contencioso Geral e da Consultoria Geral da Procuradoria Geral do Estado fica estabelecido na conformidade do Anexo que faz parte integrante deste decreto.

Artigo 2º - Este decreto e sua disposição transitória entram em vigor na data de sua publicação, ficando revogado o Decreto nº 49.839, de 2 de agosto de 2005.

DISPOSIÇÃO TRANSITÓRIA

Artigo único - Os Procuradores do Estado anteriormente classificados na Procuradoria de Assistência Judiciária e nos Procuradorias Regionais - Área de Assistência Judiciária - serão reclassificados em órgãos de execução constantes do Anexo a que se refere o artigo 1º deste decreto, mediante prévio procedimento de alteração de classificação a pedido.

§ 1º - Na hipótese de não participação no certame, o Procurador Geral do Estado classificará “ex officio” o Procurador do Estado incluído na situação prevista no “caput”, nos moldes do artigo 64 da Lei Complementar nº 478, de 18 de julho de 1986.

§ 2º - Até que se efetive a reclassificação, os Procuradores do Estado a que se refere o “caput” serão designados por ato do Procurador Geral do Estado para, preferencialmente, prestar serviços de assistência judiciária nos anteriores órgãos e área de classificação.

Palácio dos Bandeirantes, 31 de outubro de 2006

CLÁUDIO LEMBO
Rubens Lara
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicado na Casa Civil, aos 31 de outubro de 2006.

Clique aqui para ver anexo. 

Fonte: D.O.E. Executivo I, de 1/11/2006, publicado em Decretos do Governador

 


DESPACHO DO GOVERNADOR, DE 30-10-2006
 

Interessado: Gabinete do Governador, sobre Nomeações/Admissões:  

“Ficam vedadas, salvo porexpressa autorização do Governador, as nomeações e admissões para cargos e funções-atividades dos quadros da administração direta e autárquica, bem como as nomeações e admissões para cargos ou funções no âmbito das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público Estadual e das empresas em cujo capital o Estado tenha participação majoritária.” 

Fonte: D.O.E. Executivo I, de 31/10/2006, publicado em Atos do Governador

 


Secretário da Fazenda fala sobre metas fiscais do Estado
 

Entre janeiro e agosto, superávit primário foi de R$ 9,2 bilhões; secretário diz que resultado deve-se à arrecadação do IPVA no 1º semestre. 

A Comissão de Finanças e Orçamento ouviu nesta terça-feira, 31/10, as explicações do secretário da Fazenda, Luiz Tacca Júnior, sobre o cumprimento das metas fiscais do Estado referentes ao segundo quadrimestre de 2006.

A exposição do secretário atende uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o relatório apresentado, todas as metas foram cumpridas.

Quanto ao resultado primário, a meta fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo Orçamento para o exercício de 2006 foi de R$ 3,81 bilhões, que comparada ao superávit de R$ 3,45 bilhões obtido em 2005 representa um aumento de 10,4%.

Entre janeiro e agosto de 2006, o superávit primário foi de R$ 9,2 bilhões, indicando que o resultado das receitas primárias cobriu na íntegra a despesa primária, sem que seja preciso providência adicional para o cumprimento da meta anual do resultado primário. O superávit do período supera a meta anual, mas é 11,7% menor que o resultado obtido no mesmo período em 2005, de R$ 10,41 bilhões.

O secretário ressaltou que o superávit acumulado até agosto é sazonal, uma vez que boa parte da receita veio da arrecadação do IPVA, feita no primeiro quadrimestre, enquanto a despesa tem o ponto alto no último quadrimestre, com o pagamento do 13º salário ao funcionalismo.  

Receita e despesa  

O Orçamento de 2006 previu receita de R$ 77,05 bilhões, valor 6,6% superior à receita do exercício de 2005, no valor de R$ 72,30 bilhões. Até agosto, a receita primária realizada foi de R$ 52,54 bilhões, 8% superior aos R$ 48,64 bilhões do mesmo período em 2005. O principal fator para esse crescimento foi a receita tributária, que teve 9,4% de aumento em relação ao arrecadado em 2005 no mesmo período.

As transferências constitucionais e legais da União também contribuíram para o aumento, pois elas somaram R$ 3,25 bilhões, excluídos os repasses do SUS e da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (R$ 144 milhões e R$ 6,8 milhões respectivamente), 3,6% maior que os R$ 3,14 bilhões do período equivalente em 2005.

Do total da despesa, 60% corresponde a valores vinculados – 30% com Educação, 12% com Saúde, 1% com a Fundação de Amparo à Pesquisa, 13% com serviço da dívida com a União e 1% com a contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

A despesa fixada pelo Orçamento de 2006 foi de R$ 73,23 bilhões, o que significa um aumento de 6,4% em relação à despesa de 2005, no valor de R$ 68,84 bilhões. No período de janeiro a agosto, a despesa somou R$ 43,34 bilhões, montante que, comparado aos R$ 38,23 bilhões de 2005, mostra acréscimo de 6,4%. Os reajustes salariais para o funcionalismo e o aumento de gastos com a Educação e a Saúde impactaram a despesa do Estado, que despendeu com pessoal e encargos R$ 31,49 bilhões, 53,2% da Receita Corrente Líquida, abaixo dos 60% impostos pela LRF.  

Tributos e dívida  

Comparada à receita tributária de 2005, a de 2006 teve expansão nominal de 9,4%, atingindo R$ 41,87 bilhões. O ganho deve ser atribuído principalmente à arrecadação de R$ 35,17 bilhões do ICMS e de R$ 4,8 bilhões do IPVA, valores superiores aos de 2005 no período equivalente. O IPVA apresentou aumento real de 12,1%. A arrecadação estadual do ICMS (90% da receita tributária) chegou a R$ 26,38 bilhões no período até agosto, 8,1% maior que os R$ 26,83 bilhões arrecadados em 2005, porém com perda de R$ 453 milhões em relação à previsão inicial de R$ 26,83 bilhões para o período.

Se confirmada essa tendência de perda entre a arrecadação prevista e a realizada, a estimativa anual será frustrada. Entretanto, se tomada a tendência de ganho de 2006 em relação ao mesmo período de 2005, a previsão anual será alcançada.

A pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada em 20/10, indica como provável a tendência de perda, devido ao descompasso entre a taxa de crescimento projetada no Orçamento de 2006, de 3,7% do PIB, e a taxa real, que deve atingir 3%.

Segundo Tacca, a participação na arrecadação do setor de combustíveis cresce 12,3%, graças à intensificação da fiscalização, mediante programas como o De Olho na Bomba e o Operação Arrocho, e à Lei 11.929, que autoriza o cancelamento da inscrição estadual de postos que trabalham com combustível adulterado.

O setor de comunicações participou com aumento de 6%, referente ao incremento da demanda da telefonia celular. O de energia elétrica teve arrecadação diminuída em 0,6%, por conta de créditos fiscais para modernização. Comércio, indústria e serviços contribuíram com expansão de 11,6%, com destaque para supermercados, lojas de departamentos, máquinas e equipamentos, material elétrico, celulose e papel, vestuário e acessórios, alimentos, bebidas e plásticos.

A dívida consolidada líquida no período somou R$ 111,6 bilhões, com redução de 0,3% em relação ao saldo existente em 31/12/2005. Em março de 2006, a dívida foi reduzida em R$ 988 milhões com a quitação integral da dívida mobiliária do Estado, por conta, sobretudo, da desvalorização do dólar. A dívida renegociada com a União cresceu 2,8%, ou seja, de R$ 113,3 bilhões para R$ 116,4 bilhões, devido à correção do saldo devedor pelo IGP-DI/FGV.

O deputado Mário Reali perguntou a Tacca se o Estado vai conseguir arcar com o pagamento de precatórios, que teve seu total elevado de R$ 13 bilhões para R$ 14 bilhões. O secretário explicou que a política estadual é de cumprimento da dotação e que é muito difícil quitar o pagamento de precatórios, uma vez que os juros acumulados aumentam, bem como surgem novos processos.

O relator dos projetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Orçamento, Edmir Chedid (PFL), perguntou se a previsão de arrecadação sofre alguma alteração com a lei que concede anistia para pagamento do ICMS. Segundo ele, está prevista a arrecadação de R$ 500 milhões, com base no total de pedidos de cálculo apresentados pelas empresas devedoras.   

Fonte: Alesp

 


Bloqueio de dinheiro para pagar precatório é suspenso
 

O bloqueio de verbas da prefeitura de Recife foi suspenso por ordem da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. O dinheiro do município foi penhorado por ordem da Justiça Trabalhista de Recife para garantir o pagamento de precatórios. A decisão vale até que o Supremo julgue o mérito das reclamações do município contra a penhora. 

De acordo com o município, a Justiça Trabalhista, ao determinar o bloqueio do dinheiro, desrespeitou o que foi decidido pelo STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.662. Nesta ação, os ministros entenderam que só é permitido o seqüestro de verbas públicas para pagar precatório quando há um preterimento de alguém que tem prioridade na fila de precatórios. 

O município de Recife alega que “a determinação de seqüestro atinge bem público cuja execução deveria ter sido realizada conforme o que prevê o artigo 100 da Constituição Federal” (ordem cronológica de precatórios). 

A ministra Cármen Lúcia concedeu a liminar por entender que “a ordem de bloqueio impugnada afronta o quanto decidido por este STF no julgamento da medida cautelar na ADI 1.662”. 

Fonte: Conjur 

 


IPVA de SP em 2007 sobe o dobro da inflação
 

Aumento médio será de 6,5%, segundo a Secretaria da Fazenda paulista; inflação medida pelo IPCA deve ficar em 3% 

MARCOS CÉZARI 

Os donos de veículos usados licenciados no Estado de São Paulo vão pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) do próximo ano com aumento médio de 6,5% em relação aos valores pagos neste ano.

Como o IPCA (taxa calculada pelo IBGE que baliza a meta de inflação do governo) deverá ficar em torno de 3% neste ano, segundo projeção média do mercado, o imposto terá aumento real em torno de 3,4%.

Ao divulgar ontem os valores venais dos veículos (sobre os quais é calculado o imposto), o diretor de arrecadação da Coordenação da Administração Tributária paulista, Ademar Fogaça Pereira, ressaltou que "os 6,5% representam uma média". Assim, há contribuintes "que terão aumentos maiores e outros que pagarão menos do que em 2006". Neste ano, o aumento médio foi de 8%.

Segundo George Assad Chahade, presidente da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), o aumento médio apontado pela Fazenda está acima do verificado pelo mercado. Para ele, a média dos aumentos dos carros usados nos últimos 12 meses está em torno de 4% a 4,5%.

Para calcular o IPVA, a Fazenda pesquisa os preços dos veículos no mercado em setembro. São pesquisadas publicações especializadas, listas de concessionárias, lojas de usados, classificados etc.

Neste ano, a tabela de valores venais foi feita pela Fipe, que criou uma linha (ou cotação) para cada modelo -até agora, vários modelos estavam agrupados na mesma linha, ou seja, vários modelos de veículos tinham o mesmo valor venal.

Como o imposto toma por base os valores dos veículos no mercado, do ponto de vista financeiro não chega a ser prejudicial pagar mais IPVA. É que, nesse caso, o patrimônio do contribuinte está valendo mais.

Os valores finais do imposto só serão divulgados no dia 11 deste mês. Mas o contribuinte pode saber o valor do IPVA no site www.fazenda.sp.gov.br/ download/ipva.shtm. Basta aplicar a alíquota correspondente sobre o valor do veículo (veja quadro na pág. B3).

A arrecadação do IPVA de 2007 está prevista em R$ 5,5 bilhões (metade para o Estado e metade para o município onde o veículo está licenciado). Para 2006, a receita deverá ficar em R$ 5,2 bilhões -a previsão era de R$ 4,8 bilhões, mas a Fazenda já arrecadou mais R$ 350 milhões com a cobrança de débitos entre 2001 e 2005.

Segundo a Fazenda, há 14,56 milhões de veículos terrestres registrados no Detran de São Paulo. Desse total, 10,66 milhões têm de pagar o imposto. Assim, há cerca de 3,7 milhões de veículos isentos por terem mais de 20 anos de fabricação e outros 200 mil isentos, imunes ou dispensados por pertencerem a taxistas, deficientes físicos, igrejas etc.

Esses 10,66 milhões de contribuintes receberão em casa, a partir de 6 de dezembro, um Aviso de Vencimento com seus dados, os dados do veículo, o código do Renavam, os valores do imposto (para todas as formas de pagamento) e do seguro obrigatório e as datas de vencimento. O aviso não poderá ser usado para o pagamento.

A Fazenda não cobra mais imposto sobre embarcações e aeronaves. É que o STF decidiu que os Estados e o Distrito Federal só podem cobrar imposto sobre os veículos terrestres.  

Fonte: Folha de S. Paulo, de 1/11/2006

 


Serra anuncia Mauro Ricardo para Fazenda do Estado
 

Titular de Finanças da gestão Kassab é o primeiro nome confirmado no futuro governo; Afif também pode assumir secretaria estadual  

CÁTIA SEABRA

EVANDRO SPINELLI 

O governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), formalizou ontem a escolha do secretário municipal das Finanças, Mauro Ricardo Costa -coordenador da equipe de transição de governo- para a Secretaria de Fazenda do Estado. Com isso, ele deu início à dança-das-cadeiras na Prefeitura de São Paulo.

Mauro Ricardo é o primeiro nome confirmado oficialmente na equipe do governador eleito.

Com a saída de Costa da prefeitura, tucanos trabalham com duas hipóteses: a promoção do seu adjunto, George Tormin, ou a escolha de um ex-integrante da equipe econômica do governo de Fernando Henrique Cardoso.

O prefeito Gilberto Kassab (PFL) disse que ainda não definiu o nome do novo secretário das Finanças, mas elogiou Tormin. De acordo com Kassab, Mauro Ricardo permanecerá na prefeitura até o dia 31 de dezembro. "E, se sair antes, nós escolheremos outro secretário com o mesmo perfil."

O anúncio de Serra foi feito no meio da tarde. Antes, às 12h30, Kassab havia concedido uma entrevista coletiva na qual negou que o governador eleito já tivesse tratado com ele sobre a transferência de secretários municipais para o Estado.

Ao falar sobre o futuro da Febem, Serra admitiu a possibilidade também de o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Luiz Antônio Guimarães Marrey, assumir a Secretaria de Justiça. "Ele é um dos melhores homens públicos que conheci. Agora, se vem para o governo não está definido. Ele se dá muito bem com Mauro Ricardo", insinuou Serra.

Além de Marrey e Costa, Aloysio Nunes Ferreira Filho (Governo) e Francisco Vidal Luna (Planejamento) deverão deixar a Prefeitura. Ontem, Luna assistiu à primeira entrevista concedida por Serra como governador eleito e deve assumir a Secretaria de Planejamento do Estado.

Aloysio é o nome mais forte para a Secretaria da Casa Civil, mas, pela proximidade com Serra, pode assumir qualquer cargo relevante no governo do Estado, inclusive a pasta da Segurança Pública.

Kassab admite que parte de seus assessores deixarão a prefeitura para atuar na equipe de Serra, mas não cita nomes. 

Guilherme Afif

Candidato derrotado na disputa pelo Senado, Guilherme Afif Domingos (PFL) também deverá integrar a equipe de Serra. O tucano ainda não decidiu que função Afif assumirá no Bandeirantes. Mas, segundo aliados, tem repetido que o pefelista só não ocupará uma secretaria se não quiser. O vice-governador eleito Alberto Goldman (PSDB) também pode assumir uma secretaria, possivelmente dos Transportes. 

Fonte: Folha de S. Paulo, de 1/11/2006