APESP

 

 

 

 

 

Por uma nova arquitetura global

 

O S PAÍSES ricos decidiram expandir a cúpula do G8 (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia) para incluir as economias emergentes, transformando-o em G14 (com a adição de Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Egito), com vistas a fortalecer a "governança global".

 

No dizer de Sarkozy: "Parece pouco razoável tratar das mais importantes questões internacionais sem a África, a América Latina e a China". Para Obama, é inadmissível enfrentar os desafios globais "sem a representação adequada de continentes inteiros como a África e a América Latina nos fóruns internacionais". Atualmente, cerca de 80% da população mundial vive em países em desenvolvimento. Dois deles -Índia e China- totalizam quase um um terço da população mundial.

 

Contudo, os 15% mais ricos concentram 85% da renda mundial, enquanto os 85% mais pobres detêm apenas 15%, sendo a pobreza a principal causa mortis do mundo. O próprio FMI, na voz de Michel Camdessus, já advertiu que "a pobreza é uma ameaça sistêmica fundamental à estabilidade em um mundo que se globaliza".

 

Instaura-se um círculo vicioso em que a desigualdade econômica fomenta a desigualdade política no exercício do poder no plano internacional e vice-versa. Atente-se para o fato de que 48% do poder de voto no FMI concentra-se em sete Estados (EUA, Japão, França, Reino Unido, Arábia Saudita, China e Rússia) e, no Banco Mundial, 46% do poder de voto concentra-se nesses mesmos Estados.

 

Há que fortalecer a democratização, a transparência e a "accountability" dessas instituições, ecoando a voz dos países em desenvolvimento. Esse mesmo imperativo é lançado à ONU, criada em 1945, na geopolítica do pós-guerra, da qual participavam em média 60 Estados -hoje a ordem internacional conta com quase 200.

 

Daí a necessidade de revitalizar o papel das Nações Unidas e assegurar aos seus órgãos (principalmente ao Conselho de Segurança) maiores legitimidade e representatividade.

Além de ter de assegurar espaços decisórios mais democráticos, a agenda internacional enfrenta um desafio central: garantir o direito ao desenvolvimento, em sua dimensão nacional e internacional, o que envolve: a) a proteção às necessidades básicas de justiça social; b) o componente democrático na formulação e implementação de políticas públicas; e c) a adoção de políticas nacionais, bem como de cooperação internacional.

 

Observa Thomas Pogge que, "em 2000, os países ricos gastaram cerca de US$ 4,650 bilhões em assistência ao desenvolvimento aos países pobres. Contudo, venderam aos países em desenvolvimento aproximadamente US$ 25,438 bilhões em armamentos -o que representa 69% do total do comércio internacional de armas. Os maiores vendedores de armas são: EUA (com mais de 50% das vendas), Rússia, França, Alemanha e Reino Unido".

 

No mesmo sentido, afirma Amartya Sen: "Os principais vendedores de armamentos no mercado global são os países do G8, responsáveis por 84% da venda de armas no período de 1998 a 2003. (...) Os EUA, sozinhos, foram responsáveis pela venda de metade das armas comercializadas no mercado global, e dois terços dessas exportações foram direcionadas aos países em desenvolvimento".

 

Esses desafios se inserem em um momento estratégico, marcado não apenas pela reinvenção da arquitetura internacional mas também por uma política renovada no campo das relações internacionais por parte da única superpotência mundial.

 

Se a era Bush adotou como vértice uma política internacional guiada pelo unilateralismo extremo, pelo direito da força e pelo "hard power", a era Obama aponta a uma política internacional guiada pelo "clever power", a propiciar o multilateralismo e o diálogo intercultural, transitando da ideia do "choque civilizatório" para a ideia do "diálogo civilizatório".

 

Desenvolvimento, segurança, democracia e direitos humanos são termos inderdependentes e inter-relacionados. Em uma arena cada vez mais complexa, fundamental é avançar na afirmação da justiça global nos campos social, econômico e político, a compor uma nova arquitetura capaz de responder aos desafios da agenda contemporânea, da nova dinâmica de poder no âmbito internacional e da necessária transformação das organizações internacionais, em um crescente quadro de responsabilidades compartilhadas.

 

FLÁVIA PIOVESAN, 40, doutora em direito constitucional e direitos humanos e professora dos programas de pós-graduação da PUC-SP e da PUC-PR, é procuradora do Estado de São Paulo e membro da Força Tarefa da ONU (UN high level task force) para a Implementação do Direito ao Desenvolvimento.

 

Fonte: Folha de S. Paulo, de 24/07/2009

 

 


Mudança no ICMS pode encarecer remédio

 

A cobrança antecipada de ICMS para medicamentos adotada pelo governo paulista pode resultar em aumento nos preços de remédios em São Paulo, segundo fabricantes, distribuidores e redes de farmácias ouvidos pela Folha.

 

A alta nos preços dos medicamentos pode ocorrer se a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo mantiver índice de 68,59% aplicado sobre o preço de fábrica do remédio para calcular o ICMS. Esse índice, que ainda não está sendo aplicado, segundo informa a Fazenda paulista, foi obtido com base nas informações de contribuintes do setor.

 

Os índices aplicados hoje sobre os preços de fábrica dos medicamentos para cálculo do ICMS no Estado variam de 38,24% a 41,38% -as mesmas margens adotadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabelece critérios para definição e ajuste de preços no setor.

 

Só que a Fazenda paulista concedeu prazo para o setor apresentar sua pesquisa de preços, que está sendo elaborada pela Fipe. Essa pesquisa vai verificar quais são as margens reais -se ao preço de fábrica é acrescido esse índice de 38,24% a 41,38% no preço para o consumidor. Na pesquisa da Fazenda paulista, feita no início deste ano, o índice médio aplicado era de 68,59%.

 

Guilherme Rodrigues Silva, coordenador-adjunto da Administração Tributária da Fazenda paulista, diz que o setor deve apresentar a sua pesquisa para cálculo de ICMS até final de setembro. "Vamos aguardar."

 

"Se o índice adotado subir de 37%, por exemplo, para 68%, o remédio vai ficar mais caro ou a indústria vai ter de reduzir suas margens", diz Luiz Fernando Buainain, presidente da Abafarma, associação dos atacadistas de medicamentos.

 

Fundador e presidente da rede de farmácias Pague Menos, Deusmar Queirós diz que a melhor forma de cobrar ICMS no setor de remédios é pelo sistema de crédito e débito, quando o imposto incide sobre todos os elos da cadeia pela qual o produto transita -da indústria até o consumidor final.

 

"O que acontece com esse regime de substituição tributária é que eu compro um remédio por R$ 100, pago imposto sobre R$ 130, mas vendo o produto por R$ 120. Isso não está certo. Se o governo paulista adotar margem acima de 30%, já prejudica o setor e os consumidores. A margem correta seria de 20%, já que o medicamento é um produto essencial", afirma.

 

Fonte: Folha de S. Paulo, Mercado Aberto, de 24/07/2009

 

 


Procuradores do Espírito Santo encontram-se com Senador e discutem nossos interesses!

 

Os procuradores do Estado receberam na última segunda-feira a visita do Senador Renato Casagrande para um café da manhã na Associação dos Procuradores do Espírito Santo (Apes).

 

Durante o encontro, o Senador falou sobre temas importantes para a carreira dos procuradores de estado e suas perspectivas para o Estado.

 

Entre os temas abordados, Casagrande destacou a discussão do Código de Processo Penal e esclareceu que no mês de agosto será realizada uma audiência pública no Estado para se debater o tema.

 

Além disso, o senador ressaltou a importância dos procuradores na recuperação e na organização do Estado do Espírito Santo.

 

“Na gestão do Governador Paulo Hartung, o Espírito Santo está organizado e ele conseguiu isso com a ajuda dos procuradores. Temos ainda muitas coisas para serem feitas, alguns gargalos, como a questão do porto, do aeroporto, dentre outros. No entanto, a administração pública está conseguindo atrair investimento e os procuradores colaboram muito para que isso aconteça”, afirmou.

 

Ele ressaltou, ainda, que se informará com a APES de todos os projetos que tramitam junto ao Congresso Naciona, atuando com o objetivo de fortalecer a advocacia pública do Espírito Santo.

 

A presidente da APES, Santuzza da Costa Pereira, destacou a importância do evento, o entrelaçamento dos ideais dos procuradores com os projetos do Senador Casagrande que visam ao aprimoramento da Advocacia Pública como ferramenta na execução dos programas de desenvolvimento do Espírito Santo.

 

A iniciativa da Apes, que se estenderá a outras autoridades e políticos, tem como objetivo buscar um alinhamento da carreira de procurador e reiterar a luta da categoria em defesa do Estado do Espírito Santo em âmbito nacional.

 

Prestigiaram o evento o Procurador Geral do Estado Dr. Rodrigo Rabello e o Vereador Sergio Magalhães, que ressaltaram a importância do Procurador de Estado no foralecimento das instituições democráticas.

 

Fonte: site da Anape, de 24/07/2009

 

 

 

 


Reclamações contra morosidade atingem 32% dos processos no CNJ

 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou, nos últimos dois anos, um total de 6.122 processos. O número corresponde a 63% do total de 9.714 casos que deram entrada no Conselho, no período compreendido entre 14 de junho de 2007 e 14 de junho de 2009. Entre o número total de casos recebidos pelos 15 conselheiros do CNJ, a maioria deles, 31,73%, foram referentes à morosidade no julgamento de processos.

 

Nesses dois anos, os conselheiros receberam 3.083 processos de representações por excesso de prazo, que são reclamações sobre morosidade no julgamento de processos . Das 3.083 representações que entraram no CNJ, os conselheiros conseguiram julgar 2.011 casos.

 

O segundo tema com maior frequência na pauta das sessões do CNJ foram as ações sobre reclamação disciplinar. No período, entraram no Conselho um total de 1.706 (17,56%) pedidos, dos quais foram julgados 1.347 processos. O terceiro caso mais analisado pelos conselheiros entre 2007 e 2009 foram os pedidos de providências. No período, o CNJ recebeu 1.191 pedidos e julgou 940.

 

Atualmente o CNJ possui um estoque de mais de 3 mil processos aguardando julgamento. As reuniões do Conselho acontecem quinzenalmente e a próxima sessão está prevista para o próximo dia 4 de agosto.

 

Fonte: Diário de Notícias, de 24/07/2009

 

 

 

 

 

CONSELHO DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO

 

Extrato da Ata da 27ª Sessão Ordinária-Biênio 2009/2010

Data da Realização: 23/07/2009

Processo: Gdoc 18762-307129/2009

Interessado: Procuradoria Regional de Santos - Pr/2

Localidade: Santos

Assunto: Concurso para admissão de estagiários de Direito Relator: Conselheiro Ary Eduardo Porto

Deliberação CPGE Nº. 050/07/2009: o Conselho deliberou, por unanimidade, nos termos do voto do relator, homologar a lista de aprovados no concurso de estagiários realizado pela Unidade, autorizando-se o credenciamento dos aprovados de acordo com a lista classificatória e o número de vagas em aberto.

Processo: GDOC 18575-414529/2007 - GPGE 266/2007 - CPGE 3488/2007 -

Interessado: Márcio Coimbra Massei Assunto: Criação de medidas saneadoras com relação aos serviços prestados por estagiários, na consultoria e contencioso Relatora: Conselheira Cristina Margarete Wagner Mastrobuono Após a leitura do voto, foi retirado de pauta a pedido da Conselheira Relatora. Será dado prosseguimento na próxima sessão.

Processo: GDOC 18487-147744/2009

Interessado: Estagiários de Direito da PGE - Regional de Sorocaba - PR-4

Assunto: Solicitação de concessão de auxílio transporte e revisão da resolução PGE n. 3, de 18/01/2008 Relatora: Conselheira Cristina Margarete Wagner Mastrobuono Após a leitura do voto, foi retirado de pauta a pedido da Conselheira Relatora. Será dado prosseguimento na próxima sessão.

 

Fonte: D.O.E, Caderno Executivo I, seção PGE, de 24/07/2009