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ASSOCIAÇÃO DOS PROCURADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO |
Qual o desafio de organizar e lançar uma revista nacional? Um projeto desta envergadura é realmente um grande desafio. Só quando tentamos construir algo é que percebemos o quanto é tormentoso convencer os outros a cooperarem conosco. E, como todo início, é natural que os esforços acabem concentrados em poucos e isso é exaustivo. Fazer uma revista é um processo complexo que não admite improvisações ou encaixes. É um processo de detalhes e de planejamento. A linguagem deve ser direta e enxuta (isso é um problema para nós advogados), as fotos exigem boa resolução e qualidade (os colegas não têm a menor noção do que é uma resolução adequada para revista) e a montagem deve harmonizar formas, cores e espaços. Até o tamanho e o tipo das letras podem comprometer o resultado. Posso afirmar que este projeto se viabilizou apenas pela firme convicção da diretoria da Anape de que a revista será uma ferramenta imprescindível para o fortalecimento e a integração das associações e dos procuradores de estado. Qual é a linha editorial da revista? Não é uma revista para a divulgação de trabalhos jurídicos de procuradores para promover o aperfeiçoamento técnico da carreira ou de promoção pessoal. Não. É uma revista que busca construir um espaço político de discussões e de divulgar o que está sendo feito nas associações. Tudo que tem sido feito de interesse geral da carreira e a dimensão da luta política exigida para manter, defender e garantir as conquistas constitucionais da advocacia pública. Haverá colaboração de procuradores de todo o Brasil? Como já disse, nesse primeiro número a ajuda dos colegas foi pouca, mas a revista veio também para despertar e desenvolver um senso de cooperação entre os procuradores e para conscientizar de que somos os responsáveis pela condução dos destinos da nossa carreira e isso não pode ser feito por poucos. Tenho certeza que as colaborações virão e o próximo número será mais fácil. Além da missão de informar e divulgar o importante trabalho das PGEs, a revista servirá também como um mecanismo de integração para os procuradores? Sem dúvida nenhuma. A revista também é um espaço para a divulgação das ações associativas e institucionais bem sucedidas e de eventos sociais e culturais promovidos por procuradores. Numa época de muitas informações queremos uma revista leve, com textos coloquiais, enxutos e muitas fotos para promover a integração e nossa identidade coletiva ou institucional.
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