ASSOCIAÇÃO DOS PROCURADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO

 

   

 
 

Golpe dos remédios - carta da Apesp publicada na Folha de S. Paulo


"A propósito da repercussão da operação policial que desbaratou a quadrilha responsável pelo 'golpe do remédio', que se valia da Justiça para obrigar a Secretaria de Saúde de SP a pagar medicamentos para psoríase com custos majorados e fora da lista do SUS, salientamos o valoroso trabalho desempenhado pelos procuradores de Estado de SP --especialmente os classificados na Regional de Marília, mas também aqueles da Regional de Bauru e da Procuradoria Judicial (PJ8) da capital. Os procuradores de Marília suspeitaram da autenticidade dos laudos emitidos pelo médico Paulo César Ramos e, após constatada a impossibilidade de demonstrar a falsidade no âmbito do Poder Judiciário, solicitaram a instauração de inquérito policial pela Polícia Civil. Tal iniciativa foi o estopim da bem-sucedida operação 'Garra Rufa' que trouxe, como conseqüência mais imediata, a interrupção de uma 'sangria' no erário, que já consumira aproximadamente R$ 63 milhões.No entanto, será o efeito educativo e preventivo da atuação que mais perdurará, fazendo com que o Estado deixe de gastar milhões com ações fraudulentas para aquisição de medicamentos. É lamentável, todavia, que nas reportagens veiculadas pela Folha não tenha havido nenhuma menção à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Dentre as atribuições da PGE --uma instituição que tanto orgulha os paulistas-- estão a defesa do estado em juízo e o resguardo dos interesses públicos. Missão plenamente cumprida no episódio."  

Ivan de Castro Duarte Martins, presidente da Apesp - Associação dos Procuradores do Estado de SP (São Paulo, SP)  

Fonte: Painel do Leitor, Folha de S. Paulo online, de 5/09/2008